Para a época de 1952, a Ferrari tinha preparado três tipos de motores sport, duas novas versões de cilindrada mais alta do V12 Colombo: o 225/S e o 250/S (este constituindo um protótipo de uma longa e afamada série de modelos com o número mágico 250 que foram produzidos até 1964 em numerosos exemplares e versões, de estrada e competição). Equipados com o tradicional 12 cilindros Colombo (a 60°) estes motores sofreram, na versão que equipava o 225 S, um aumento de cilindrada para 2.715,4 c.c. e estavam equipados com três carburadores Weber 36 DCF, desenvolvendo 210 cv às 7.200 r.p.m., utilizando um chassis com as mesmas medidas do 212 Inter (convirá referir que esta evolução feita ao 12 cilindros Colombo foi já da responsabilidade de Aurélio Lampredi).
O 225S existia nas versões Spider Vignale, Berlinetta Vignale, Spider Fontana e Spider Touring.
No palmarés deste automóvel é de salientar o facto de ter ganho o Grande Prémio do Mónaco de 1952, (neste ano aberto a carros de Sport de mais de 2 litros de cilindrada devido ao facto de os organizadores não terem conseguido reunir a verba necessária para pagar os prémios de presença aos pilotos de Fórmula Um) pilotado por Vittorio Marzotto num Spider Vignale.


Número de exemplares construídos (1952): Total de 20

Spider Vignale: 14 entre #0154 e #0220
Berlinetta Vignale: 5 entre #0152 e #0178
Spider Touring: 1 #0166
_________________________________________________________________________________

#0180ET


O Ferrari 225S #0180ET, foi Importado para Portugal por João Gaspar, na altura o importador para o nosso país dos automóveis italianos, estes Ferrari 225S fizeram parte da estrutura montada por Júlio Anahory de Quental Calheiros, o 3º Conde da Covilhã, que fundou a equipa C.S.C. e cujas iniciais significavam: Covilhã, Sameiro e Casimiro. Estes 225S tinham a particularidade de serem pintados de amarelo e de usarem pneus Mabor. O Ferrari 225S #0180ET tinha a matricula GD-18-49.
Em 1953, este Ferrari foi pilotado por Jorge Seixas, que o utilizou no IV Circuito Internacional do Porto, sendo que nesta altura o #0180ET foi pintado de azul.
No final da época de 1953 o #0180ET passou a ser utilizado pelo piloto brasileiro Sérgio Bernardes, que o pilotou no Circuito do Maracanã no Rio de Janeiro, a 3 de Abril de 1954, e numa prova em solo português, o II Circuito Internacional de Lisboa, a 24 de Julho do mesmo ano. Embora inscrito, Bernardes não compareceu ao V Circuito Internacional do Porto desse mesmo ano.


1952


III Circuito Internacional do Porto
II Grande Prémio de Portugal
22 de Junho
Casimiro de Oliveira (nº19)
Treinos: 5º
Corrida: 2º
(Foto: Arquivo ACP)


XI Circuito Internacional de Vila Real
6 de Julho
Casimiro de Oliveira (nº21)
Treinos: 1º
Corrida: 1º
(Foto: Colecção Mário Fernandes Pinto)


III Circuito de Vila do Conde
31 de Agosto
Casimiro de Oliveira (nº19)
Treinos: 2º
Corrida: 1º
(Foto: Colecção Manuel Taboada/Jornal O Volante)


IV Circuito de Vila do Conde
27 de Setembro
Casimiro de Oliveira (nº1)
Treinos: 1º
Corrida: Não terminou
(Foto: Dr. Olívio França)


1953


Campeonato de Arranques do Clube 100 à Hora
Prova na Avenida de Ceuta
8 de Março
Jorge Seixas
2º Classificado

IV Circuito Internacional do Porto
III Grande Prémio de Portugal
21 de Junho
Jorge de Seixas (nº6)
Treinos: 14º
Corrida: 6º
(Foto: Arq. Mabor)


1954


V Circuito Internacional do Porto
I Grande Prémio do Porto
27 de Junho
Sérgio Bernardes (nº14)
Inscrito mas não participou 




II Circuito Internacional de Lisboa
IV Grande Prémio de Portugal
24/25 de Julho
Sérgio Bernardes (nº2)
Treinos: 20º
Corrida: Não terminou
(Na foto surge logo atrás do 250MM #0274MM de Mário Valentim)
(Foto: Colecção Manuel Taboada)

_________________________________________________________________________________

#0198ET

O Ferrari 225S #0198ET, foi Importado para Portugal por João Gaspar, e fazia parte, no início da sua carreira desportiva, tal como o #0180ET de Casimiro de Oliveira, da equipa C.S.C. Tinha a cor amarela e matricula GD-18-48, tendo sido pilotado por Vasco Sameiro. Este Ferrari foi vendido ao piloto brasileiro Mário Valentim durante a digressão de Sameiro por terras de Vera Cruz, em finais de 1952. Antes de vir para Portugal, o Ferrari esteve em Maranello onde foi vistoriado e preparado, tendo chegado a Portugal nas vésperas do IV Circuito Internacional do Porto, tendo entretanto sido pintado de preto. Matrícula: ACB-20.

1952


III Circuito Internacional do Porto
II Grande Prémio de Portugal
22 de Junho
Vasco Sameiro (nº18)
Treinos: 3º
Corrida: Não terminou
(Foto: Coleção Manuel Taboada/Jornal O Volante)


XI Circuito Internacional de Vila Real
6 de Julho
Vasco Sameiro (nº22)
Treinos: 3º
Corrida: Não terminou
(Foto: Colecção Manuel Taboada)


III Circuito de Vila do Conde
31 de Agosto
Vasco Sameiro (nº20)
Treinos: 1º
Corrida: Não terminou
(Foto: Colecção Manuel Taboada/Jornal O Volante)


IV Circuito de Vila do Conde
27 de Setembro
Vasco Sameiro (nº3)
Treinos: 2º
Corrida: 1º
(Foto: Colecção Manuel Taboada/Jornal O Volante)



1953

Circuito do Maracanã
22 de Abril
Vasco Sameiro (nº90)
Corrida: 1º
(Foto: Colecção José Francisco Correia)

IV Circuito Internacional do Porto
III Grande Prémio de Portugal
21 de Junho
Mário Valentim (Nº1)
Treinos: 10º
Corrida: 3º


I Circuito Internacional de Lisboa
Grande Prémio do Jubileo do Automóvel Clube de Portugal
Circuito de Monsanto
26 de Julho
Mário Valentim (nº28)
Corrida: 7º
(Foto: Colecção Manuel Taboada)

_________________________________________________________________________________

#0200ED

Adquirido por Fernando Mascarenhas para com ele disputar a temporada de 1952. Na 1ª prova efectuada este Ferrari era branco (no III Circuito Internacional do Porto/II Grande Prémio de Portugal), para logo na prova disputada a seguir, o XI Circuito Internacional de Vila Real, surgir já pintado de preto. Posteriormente o #0200ED foi vendido a Joaquim Filipe Nogueira no início de 1953. De referir que, ainda em 1953, e por razões que desconhecemos (não surge referida em nenhuma das fontes por nós consultada), a participação de Jorge Seixas (que dispunha, nesta altura, do 225S #0180ET) no I Circuito Internacional de Lisboa / Grande Prémio do Jubileo do Automóvel Clube de Portugal no Circuito de Monsanto, ao volante deste #0200ED. Em 1955, este 225S foi adquirido por Fernando Pinto Basto que o utilizou na VII Volta a Portugal em equipa com António Espírito Santo. No final dos anos cinquenta este Ferrari foi vendido ao ATCA (Automóvel e Touring Clube de Angola), que disputou algumas provas em Angola. Na fase final da sua carreira desportiva, o motor de 2,7 litros do 225S #0200ED foi colocado no 166MM Barchetta Touring #0056M.




1952

III Circuito Internacional do Porto
II Grande Prémio de Portugal
22 de Junho
Fernando Mascarenhas (nº21)
6º Treinos
Desistiu na corrida (acidente)
(Foto: Colecção Manuel Taboada)

XI Circuito Internacional de Vila Real
6 de Julho
Fernando Mascarenhas (nº20)
Treinos: 6º
Corrida: 2º

Rampa da Penha
27 de Julho
Fernando Mascarenhas (Nº32)
3º Grupo I (acima de 2000cc)

III Circuito de Vila do Conde
31 de Agosto
Fernando Mascarenhas (nº16)
Treinos: 4º
Corrida: 2º
(Foto: Colecção António Borges Sampayo)




IV Circuito de Vila do Conde
27 de Setembro
Fernando Mascarenhas (nº2)
Treinos: 6º
Corrida: 2º



Rampa da Pena
21 de Setembro
Fernando Mascarenhas (Nº23)
3º do I Grupo (acima de 2000cc)



1953


Campeonato de Arranques do Clube 100 à Hora
Prova na Avenida de Ceuta
8 de Março
Joaquim Filipe Nogueira
1º Classificado



IV Prova de Perícia e condução do Sporting Clube de Portugal
25 de Abril
Joaquim Filipe Nogueira
1º Classificado
(Foto: Colecção Manuel Taboada)

V Circuito Interncional do Porto
III Grande Prémio de Portugal
21 de Junho
Joaquim Filipe Nogueira (nº7)
Treinos: 13º
Corrida: 5º
(Foto: Colecção Mário Rodrigues)


I Circuito Internacional de Lisboa
Grande Prémio do Jubileo do Automóvel Clube de Portugal
Circuito de Monsanto
26 de Julho
Jorge Seixas (nº21)
Treinos: 11º
Corrida: 8º
(Foto: Colecção MiniSquadra)


V Volta a Portugal
28 de Novembro a 1 de Dezembro
Ernesto Martorell (nº2)
Terminou a prova no 1º lugar, no entanto os resultados não foram homologados.


1955

VII Volta a Portugal
Fernando Pinto Basto/António Espírito Santo (nº1)
(Foto: Colecção José Francisco Correia)


1959

III Grande Prémio de Angola
19/20 de Setembro
Morais Sarmento (nº20)
Treinos: 23º
Corrida: 15º


_________________________________________________________________________________

#0166ED

Este 225S dispunha de uma carroçaria Touring e tinha a cor vermelha. Eugenio Castellotti utilizou-o desde a Copa de Ouro da Sicília (que venceu) a 19 de Março de 1952. O XI Circuito Internacional de Vila Real a 6 de Julho desse ano, representou a última prova disputada por Castellotti com este 225S. Seria vendido nos inícios de 1953 nos Estados Unidos da América onde prosseguiu a sua carreira desportiva. 


III Circuito Internacional do Porto
II Grande Prémio de Portugal
22 de Junho
Eugenio Castellotti (nº29)
Treinos: 1º
Corrida: 1º
(Foto: Colecção Manuel Taboada/Jornal O Volante)


XI Circuito Internacional de Vila Real
6 de Julho
Eugenio Castellotti (nº16)
Treinos: 4º
Corrida: Não terminou (acidente)
(Foto: Colecção Mário Fernandes Pinto)
________________________________________

#0176ED


Um 225S  que António Stagnoli adquiriu a Franco Cornachia da Scuderia Guastalla a 15 de Abril de 1952. Stagnoli equipou este 225 S com uma carroçaria especial feita na Vignale mas segundo um projecto do próprio piloto italiano, que segundo ele: "Graças a essa concepção, o carro é mais leve 80 a 90 Kg e tem um melhor arejamento dos pneus e travões." Esta configuração fora estreada no Grande Prémio do Mónaco de 1952 (2 de Junho), corrida que terminou em 3º e onde realizou a volta mais rápida da corrida com um tempo de 1'.56''.4
Uma prova que, nesse ano, foi excepcionalmente disputada por automóveis de Sport, e que viu outro 225S triunfar, o Spider Vignale #0168ED de Vittorio Marzotto, sendo que os cinco primeiros da geral foram Ferrari 225S.
Stagnoli utilizou o #0176ED intensamente até 1953, tendo, curiosamente, sido pilotado também por Castellotti (Grande Prémio de Bari, a 28 de Setembro de 1952) e por Bracco (Rampa de Varese, a 14 de Junho de 1952). Depois da morte de Stagnoli na Carrera Panamericana de 1953 (ao volante do 375MM #0318AM), o 225S foi adquirido pelo piloto italiano Giulio Guidetti.   


III Circuito Internacional do Porto
II Grande Prémio de Portugal
22 de Junho
António Stagnoli (nº26)
Treinos: 2º
 Corrida: 3º
(Foto: Colecção Manuel Taboada/Jornal O Volante)

XI Circuito Internacional de Vila Real
6 de Julho
António Stagnoli (nº18)
2º Treinos: 2º
Corrida: Não terminou (acidente)
(Foto: Colecção António Carlos Moreira)

_________________________________________________________________________________


ANEXO


A história brasileira do 225S #0180ET

    Foto: Alberto Pamos



O Ferrari 225S #0180ET, foi Importado para Portugal por João Gaspar, na altura o importador para o nosso país dos automóveis italianos, estes Ferrari 225S fizeram parte da equipa montada por Júlio Anahory de Quental Calheiros, o 3º Conde da Covilhã, que fundou a equipa C.S.C. e cujas iniciais significavam: Covilhã, Sameiro e Casimiro. Este 225S, tal como o #0198ET que pertencia á mesma equipa, tinham a particularidade de serem pintados de amarelo e de usarem pneus Mabor. 

O Ferrari 225S #0180ET tinha a matricula GD-18-49. (Nas fotos acima pode ver-se em pormenor o emblema desta equipa, neste caso colocado no Ferrari 225S de Vasco Sameiro, o #0198ET).

Depois da temporada de 1952 (cujos resultados se podem consultar no registo acima), onde foi pilotado por Casimiro de Oliveira, o #0180ET foi comprado por Jorge Seixas, que o utilizou em competição em 1953.
No final de 1953, o #0180ET foi vendido ao piloto brasileiro Sérgio Bernardes que o utilizaria no Circuito do Maracanã no Rio de Janeiro (3 de Abril de 1954) e ainda em provas em solo português, no caso o V Circuito Internacional do Porto no Circuito da Boavista (27 de Junho 1954) e o Grande Prémio de Portugal no circuito de Monsanto (25 de Julho 1954).


Circuito do Maracanã – Rio de Janeiro
3 de Abril







Sérgio Wladimir Bernardes era um célebre arquitecto brasileiro nascido a 9 de Abril de 1919 no Rio de Janeiro. Trabalhou com Oscar Niemeyer em diversos projectos no Brasil. Vencedor de várias bienais, entre as quais a de Veneza de 1964. Apaixonado por motores, Bernardes pilotava normalmente o seu próprio monomotor e participava em corridas de automóveis. Em 1954, adquire o Ferrari 225S #0180ET, que utilizava em corridas e em utilização quotidiana. A 1ª prova de Sérgio Bernardes no 225S, foi o III Circuito do Maracanã no Rio de Janeiro, em 3 de Abril de 1954. Com o nº 77 nas portas, Bernardes conseguiu classificar-se no 2º lugar da geral e 1º da categoria, cumprindo as 35 voltas da corrida em 43’ 22’’1.
Sérgio Bernardes, embora inscrito (com o nº14), não chegou a alinhar para o.V Circuito Internacional do Porto / I Grande Prémio do Porto, a 27 de Junho de 1954, tendo no entanto participado no IV Grande Prémio de Portugal / Jubileo do Automóvel Club de Portugal, a 25 de Julho do mesmo ano.
De 1954 até 1971, história do 0180ET é pouco clara, no entanto, e com a ajuda de Alberto Pamos (actual proprietário do 225S #0180ET) e outros conhecedores da história do automobilismo brasileiro e particularmente da Ferrari, é possível clarificar alguns detalhes.
A dada altura da vida deste 225S, o motor original foi trocado por outro, no caso o motor que equipava o Ferrari 250 Monza (#0466) que havia pertencido a Franco Cornacchia da Scuderia Guastalla. Como os últimos registos de corridas deste Ferrari datam de 1956, o motor original do 225S (#0180ET) deverá ter sido trocado após 1956.


500 Milhas da Guanabara
30 de Junho de 1968


Segundo o testemunho de Napoleão Ribeiro, um especialista da história do automobilismo brasileiro, o Ferrari 225S #0180ET, terá corrido no ano de 1968 (16 anos depois da estreia em competições!) nas 500 Milhas da Guanabara, sem no entanto existirem certezas:

“Durante os treinos da prova 500 MIlhas da Guanabara, em 30/06/1968 apareceu durante os treinos uma Ferrari que parecia ter a carroceria do 225, amarelo claro equipada com motor 3 litros, inscrita com o nome de Darzon-Ferrari, tendo como pilotos Alfredo Bazili/Luiz A. Lima. Eu estava no antigo autódromo do Rio e vi o carro. Depois ele ficou durante muito tempo na frente de uma oficina entre o estádio do Botafogo e o Iate Clube do Rio. Pode ser a Ferrari 0180.” 


Alberto Pamos, o actual proprietário do 225S #0180ET: 

“Em 68 o carro pertencia a Bernardo Radunsky, um médico que morava no Rio na Rua Santa Clara, tenho um documento e o seguro obrigatorio do carro, ambos estão datados de 3 de Junho de 1969. Consta que o carro foi adquirido a Araken Gomes Ribeiro e que a cor do carro era grenat. No documento consta um texto “Transferencia + impostos pagos pagto s/ multa em 30 dias”, logo eu deduzo que ele comprou o carro em maio de 1969. Pode ser que o carro tenha sido pintado de amarelo para Grenat depois dessa prova na guanabara de 1968.”…”Como o Araken me disse que o carro foi dele durante uns 5 anos ele deve ter comprado o carro em 1964" 






Foto: Alberto Pamos



Este 225S nunca mais sairia do território brasileiro onde, depois de ter pertencido a Flavio Marx, advogado que montou a maior colecção de carros clássicos europeus no Brasil, foi adquirido em Fevereiro de 2001 por Alberto Pamos, proprietário do Ville de France Collection.
De Alberto Pamos recebemos, a quem agradecemos a simpatia e disponibilidade, este texto que descreve a história recente do Ferrari 225S #0180ET:


"Em fevereiro de 2001 o Ville de France Collection comprou a Ferrari 225S 0180ET 1952 da familia Marx, o carro foi comprado sem o motor pois após o falecimento do Flavio Marx eu ofereci a familia os servicos do meu mecanico o Sr. João Jorge que talvez seja o melhor mecanico e o maior conhecedor de Ferraris antigas no Brasil para tantar identificar todos os carros do acervo do Flavio e levantar os numeros de serie de motores e chassis, quando ele vistoriou a Ferrari ele constatou que o motor era o 0466 e o chassis era o 0180ET, a Ferrari pertenceu ao saudoso Flavio Marx, advogado que montou o mais incrivel acervo de carros classicos Europeus do Brasil, provavelmente a maior autoridade em carros classicos Europeus que o Brasil já teve, Flavio Marx comprou a Ferrari em julho de 1971 na loja Bangu veiculos que ficava na Av. Santa Cruz, 61C bairro do Realengo na Guanabara – Rio de Janeiro pela quantia de Cr$ 1.400,00, o carro estava pintado na cor Grenat e tinha as placas 11.59.69, na nota fiscal de venda e nos documentos constava o numero de chassis e motor 0466 e o ano de 1956, a Bangu Veiculos comprou a Ferrari do medico Bernardo Radunsky (falecido nos anos 80) por Cr$ 1.000,00 no mesmo mes de julho de 1971, em um documento de junho de 1969 em nome de Bernardo Radunsky cosnta que o antigo proprietario se chamava Araken Gomes Pinheiro que em meados do ano 2002 morava nas Laranjeiras Rio de Janeiro, conversando com ele pelo telefone o mesmo me disse que tinha sido proprietario do carro por uns 5 anos (talvez de 1964 a 1969) e que ele tinha comprado o carro de um tripulante da Cruzeiro do Sul, tambem disse que uma vez o Henrique Casini disse que o carro tinha sido dele, a ultima corrida da gavea do ano de 1953 que na realidade se realizou no dia 4 de Janeiro de 1954 consta que Henrique Casini correu com uma Ferrari... será que era a 0180ET? Em algum momento da historia do carro o motor do mesmo foi trocado pelo motor da Ferrari 250 Monza 1954 chassis/motor 0466 que pertenceu a Olivier Gendebien, os ultimos registros de corridas da 0466 são de 1956, portanto o motor deve ter sido trocado em algum momento entre 1956 e 1964.

Abraços,

Alberto Pamos"









2001. Fotos feitas por Alberto Pamos no dia em que foi buscar o #0180ET na casa do seu anterior proprietário, e, já em casa de A. Pamos, durante uma primeira limpeza.